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Quebrando o jugo da tristeza- parte 1

“Tira a minha alma do cárcere, para que eu dê graças ao teu nome; os justos me rodearão, quando me fizeres esse bem”. (Salmo 142: 7)

O primeiro jugo que estudamos é o da limitação. O segundo, é o jugo da tristeza. Davi estava orando (Salmo 142), quando descobre que a sua alma estava aprisionada, limitada. Podemos nos perguntar: “Mas quando nascemos de novo, não somos libertos instantaneamente das prisões?” Infelizmente não, porque a nossa libertação e o nosso crescimento espiritual é um processo nossa salvação precisa ser desenvolvida (Fil 2:12).

De onde veio esse jugo? Ele é o resultado da nossa vida distante de Deus, da desobediência, do pecado e de maldições familiares, pois acompanhamos casos de famílias inteiras que carregam esse fardo, não conhecem a alegria, a paz, o perdão.

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres . (João 8:36) Essa é a grande notícia de Jesus para nós. Não é o dinheiro, a bebida, o sexo livre ou o poder que o libertará. Muito pelo contrário, tudo isso é uma prisão.

Quando temos o jugo de escravidão em nossa vida, este nos aprisiona, se tornam grilhões, prisões que prendem a nossa vontade, a nossa alma e o nosso pensamento.

O que nos liberta? Crer que Jesus Cristo é poderoso e o único que pode fazer tal obra, e que é a sua vontade realizá-la em nossas vidas.

“ Tomai sobre vós o meu jugo e prendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descaso para a vossa alma”. (Mateus 11:29)

Qual é o jugo de Jesus? A obediência à Palavra de Deus, servir a Ele. Isso significa que devemos abrir mão de muitas coisas em nossas vidas e quando não nos livramos de certos comportamentos, ficamos aprisionados no jugo de pecado. Mas afinal, o que é pecado? Pecado é tudo que nos rouba do alvo perfeito de Deus para nós. Quando nos desviamos do nosso objetivo quebramos o propósito de Deus para as nossas vidas.

Como o jugo de tristeza nos limita? Tanto os homens e mulheres, podem carregar esse jugo e não sabem, pois temos muita dificuldade em lidar com esse sentimento, afinal um cristão não deveria ter tais sentimentos negativos. Precisamos entender que as emoções não são boas ou ruins. O que faz a diferença é o que nós fazemos com elas.

Para entendermos mais sobre esse sentimento tão comum e difícil de lidar, é importante sabermos que existe uma diferenciação quanto a sua intensidade:

1- Existe a tristeza como resultado do sofrimento, das perdas significativas e das decepções. Ninguém é alegre o tempo todo (Eclesiastes 3: 1-4). Nesse caso é uma expressão que revela saúde emocional. Temos que entender que, quando temos uma aliança com uma pessoa que passa por uma situação difícil, devemos estar dispostos a vê-la chorar e saber que mais tarde aquele sentimento vai passar. A Bíblia tem vários exemplos de pessoas que passaram por isso: Davi, Abraão, quando Sara morreu e Israel quando Moisés morreu. Isso explica que devemos passar por todas as fazes do luto. Mas é preciso ter cuidado para que esta tristeza não se prolongue, tornando-se algo destrutível. Para reagir à tristeza, é preciso falar sobre ela

2-Temos a tristeza prolongada, aquela que fica muito tempo depois do acontecido ruim. Ela pode se tornar uma amargura, podendo destruir a nossa vida.

“O coração alegra aformoseia o rosto, mas com tristeza do coração o espírito se abate” . (Provérbios 15: 3)

A tristeza prolongada abate o espírito, podem aparecer à depressão, angústia e enfermidades psicossomáticas.

3- Temo também a tristeza segundo Deus (2 Coríntios 7:10).

Sabemos agora como a tristeza pode surgir, mas de onde vem o consolo? Como quebrar o jugo da tristeza?

“Cantai, ó céus, alegra-te, ó terra, e vós, montes, rompei em cânticos, porque o Senhor consolou o seu povo e dos seus aflitos se compadeceu” (Isaías 49:13)

continua na próxima edição...

Bpa. Lúcia Rodovalho
12/2/2004 8:09:00 AM

 
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