| Há tempos atrás, o mundo recebeu a notícia que, o sucesso ou fracasso das nações, não dependia de suas economias ou recursos naturais, mas sim de suas instituições. Essa informação foi a conclusão de uma profunda pesquisa feita através da história comparada das nações, por Douglas North, dos Estados Unidos, que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Economia. |
"Instituições”, segundo North, não se resumem apenas às estruturas jurídicas-legais ou aos sistemas de governos, mas sim aos seus valores, crenças e culturas consensualmente aceitas pela sociedade. É aí que nós – Igreja -entramos. Como se forma o conjunto de princípios que constituem esta "cultura" de valores? Quem lhes dá forma? De onde vem o "jeito" de viver, de se comprometer, de acreditar em si e nos outros? São forças quase invisíveis que compõem esse quadro, até a pouco tido como inofensivo e sem valor substancial à nação. A chamada cultura popular é sim a base de desenvolvimento de um país, pois nela se sustentam as demais relações da vida, como mostra North. Ele menciona acreditar serem essas as bases para o desenvolvimento dos países Nórdicos, chamada de "Ética Protestante". O quadro desenhado por North, a respeito do ambiente necessário ao sucesso do povo, é no mínimo intrigante e extremamente coincidente com a interpretação que damos à vida e ao evangelho para o homem comum. Segundo North, "instituições positivas” são traduzidas por confiança mútua, ética no trabalho, senso comunitário, valorização social do mérito e do esforço individual, cumprimento dos compromissos. São, por ele, enumeradas como valores que levam um povo à maturidade, ao progresso e à prosperidade. "Instituições Negativas", como desconfiança do próximo, valorização do mínimo esforço, esperteza, malícia, a cultura do “levar vantagem em tudo", cobiça da propriedade alheia, falta de compromisso com a palavra dada e contratos levam à desagregação, aos conflitos sociais permanentes, de onde nascem a corrupção generalizada e o desinteresse ao empreendimento, tanto individual como colectivo. Parece que as verdades do evangelho são mais actuais e necessárias que se podia imaginar. Vemos que a Igreja hoje é fundamental e imprescindível em qualquer sociedade, por ser o meio que, prioritariamente, propaga e difunde tais valores. Talvez, por isto, a "Revolução Russa", feita sob a bandeira de Carl Marx, fracassou quando ele atrelou o Materialismo Dialético ao Ateísmo, ao dizer que a "Religião era o ópio do povo". Sem DEUS o homem está sem rumo, sem destino, sem referencial, sem valores. É a instituição negativa, onde cada um tenta sobreviver por si próprio, tirar vantagem de tudo e de todos. Bispo Robson Rodovalho. |